O Ranking da Felicidade - Rafael Baltresca

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O Ranking da Felicidade

by ohipnologo

Parece que o último ano foi realmente um pouco mais triste para a população brasileira. Pelo menos é o que aponta o Ranking da Felicidade: um relatório mundial de medição da satisfação percebida.

Embora o estudo não revele quais aspectos poderiam ter levado o país à queda de 6 posições no ranking, as declarações abertas de corrupção, dificuldades econômicas generalizadas e elevação dos índices de violência contribuíram para a atribuição de uma nota mais baixa por parte da população com relação à qualidade de vida no Brasil.

O documento relata, por exemplo, que para 36% dos brasileiros os seus rendimentos são insuficientes para cobrir as suas necessidades. São também investigados, além da renda: liberdade, confiança, expectativa de vida, generosidade e apoio social. Isso tudo nos fez ocupar o 28º lugar dentre os 156 países pesquisados.

ranking da felicidade

Em primeiríssimo lugar no Relatório Mundial da Felicidade do ano de 2018 está a Finlândia, que tomou a liderança da Noruega, atualmente na 2ª posição. Curiosamente, as 10 primeiras colocações têm sido ocupadas pelos mesmos países nas duas últimas edições do estudo, sendo que metade deles são os países nórdicos (Finlândia, Noruega, Dinamarca, Islândia e Suécia).

Bom, mas o que isso tudo tem a ver com hipnose, mente, comportamento e os assuntos tratados aqui no HipnoBlog?

Como mencionado logo no início do texto, o Ranking da Felicidade – elaborado pela Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável da ONU – tem por objetivo colocar em números a percepção de um sentimento.

Na hipnose, essa percepção dos sentimentos é fundamental para o trabalho de ressignificação. Se uma pessoa relata, durante uma sessão de hipnoterapia, que está sentindo uma dor de grau 8, em uma escala de 0 a 10, podemos fazer com que a sua percepção da dor caia para 0, embora não seja recomendado.

Da mesma forma, uma pessoa que tem fobia de baratas pode ser tratada com hipnose por meio da mudança de “percepção”: o inseto absurdamente perigoso e assustador, para a pessoa fóbica, ganha novas dimensões, diminuindo sua importância e se tornando menos ameaçador.

Não precisamos ir muito longe para entender que um mesmo evento pode ser considerado triste ou feliz por pessoas diferentes ou por uma só pessoa mas em  momentos distintos de sua vida. O casamento pode ser considerado um momento de grande felicidade para os noivos, mas um tanto triste para os pais que não terão mais seus filhos em casa. O mesmo casamento, aliás, pode vir a ser, mais tarde, um motivo de tristeza para aqueles noivos durante uma discussão ou momento de dificuldade do casal.

Quando falamos em percepção da felicidade conforme apontado pelo estudo da ONU, falamos também em percepção das insatisfações, daquilo que não está bom em nossas vidas e no nosso país.

A consciência destes fatores que nos levam à insatisfação pode, no entanto, não ser indesejado, pois estando cientes daquilo que nos desagrada é que podemos enfim mudar.

Na hipnose, primeiro precisamos localizar também o que não está legal, onde está o problema, para somente então ressignificá-lo, buscar as saídas e novas formas de lidar com aquela situação.

Aproveitemos, então, este momento histórico de um “Brasil menos feliz” para construirmos novas saídas aos velhos problemas. Para isso, precisamos ir em busca de outras percepções, repensando o óbvio, visando o crescimento e a melhoria contínua.

 

 

Rafael Baltresca

Trabalha como palestrante desde 2001 e com hipnose desde 2007. É um apaixonado pela arte de hipnotizar e um dia ainda vai te fazer dormir...

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