Regras da hipnose - Rafael Baltresca

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Regras da hipnose

by ohipnologo

Na publicação de hoje, quero te trazer um olhar diferenciado sobre a hipnose. Talvez, seja algo até óbvio, contudo acho que nem sempre pensamos no processo hipnótico como um “seguir regras”.

Como toda técnica, a hipnose (embora atualmente praticada de infinitas maneiras) possui seus métodos e alguns passos fundantes que tornam viável sua replicação. Isso inclusive serve para reiterar a sua cientificidade.

Dessa forma, podemos pensar que tanto o hipnotista quanto o sujeito hipnotizado estão submetidos a regras, ainda que não igualmente. O primeiro precisa estar alinhado aos conceitos que envolvem a técnica e aplicar metodicamente os conhecimentos em sua prática. Já o hipnotizado recebe as sugestões do hipnotista e precisa seguir seus comandos, acompanhar sua fala e corresponder às instruções dadas para que o processo ocorra.

Isso, porém, nem sempre acontece no nível consciente e, ainda que pareça assustador, o comportamento de “seguir regras inconscientemente” é mais frequente do que podemos imaginar em nosso cotidiano.

De acordo com algumas linhas da Psicologia, existem dois tipos de regras:

  1. as de rastreamento, cujos resultados são a consequência direta das ações realizadas. Ex.: seguir as instruções de um manual para montagem de um objeto, um móvel, um equipamento ou brinquedo; preparar um alimento, um bolo, um lanche de acordo com a receita.
  2. as aquiescentes, que dependem do controle social, como as leis, normas e costumes. Neste caso, o seguir regras geralmente não possui como reforço algo “intrínseco” à ação praticada.

Para ficar mais clara a ideia, basta relembrarmos a tal da “baleia azul“, que popularmente ficou conhecida como um jogo, mas que envolvia tarefas como automutilação e suicídio. Qual a motivação (ou ganhos) das pessoas envolvidas neste jogo para que aceitassem regras deste nível?

Ainda hoje, deparamos-nos com argumentações leigas sobre a hipnose no sentido de ser algo perigoso por estar o sujeito hipnotizado submetido às sugestões de outrem. E o que dizer, então, sobre as regras de convivência social?

As regras que se segue durante a hipnose são muito mais conscientes, uma vez que dependem da aceitação do sujeito hipnotizado para se tornarem efetivas, comparadas a inúmeras condutas de nosso dia a dia. 😉

Rafael Baltresca

Trabalha como palestrante desde 2001 e com hipnose desde 2007. É um apaixonado pela arte de hipnotizar e um dia ainda vai te fazer dormir...

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