Depressão: compreendendo o sofrimento - Rafael Baltresca

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Depressão: compreendendo o sofrimento

by ohipnologo

Você sabe identificar um quadro de depressão? Fica na dúvida se o sofrimento detectado por você deve-se apenas a um momento mais difícil da vida ou se é realmente algo mais grave e que precisa de tratamento?

Com a utilização indiscriminada do termo na linguagem corrente da população, houve uma proliferação de pessoas “deprimidas” pelo mundo. Atualmente, são inúmeros os casos denominados como depressão, porém, nem sempre a classificação popular coincide com o diagnóstico médico. O pior é que grande parte das pessoas que se autonomeiam como depressivas procura soluções medicamentosas para tratar o que muitas vezes não passa de uma tristeza pontual.

Existem também os casos em que a tristeza e o humor mais depressivo são condizentes com uma situação específica e devem ser experienciados pelas pessoas para uma elaboração saudável daquele fato. Não é raro, por exemplo, vermos uma pessoa que acabou de perder um ente querido sendo medicada com antidepressivos sem ao menos ter vivenciado o luto normal pela perda. Nestes casos, não há um transtorno depressivo e o enlutado não precisa de remédios, mas sim de condições adequadas para a elaboração de uma grande tristeza e para a reorganização de sua vida sem aquela pessoa que faleceu.

Com relação à depressão, assim como em outras questões de saúde mental, o tratamento com hipnose clínica tem sido muito eficiente e, cada vez mais, hipnoterapeutas são buscados para auxiliarem nestes casos.

Por esta razão, elencamos alguns aspectos importantes para te ajudar a compreender melhor este sofrimento e saber o que fazer diante dessas situações:

  1. Tristeza e depressão não são sinônimos: muitas vezes, confundimos uma tristeza profunda e mais prolongada com depressão. Contudo, é importante observar também se o sentimento de tristeza possui uma causa compatível com o tamanho do sofrimento e se outros sintomas também estão presentes, como perda do prazer pela vida e desânimo generalizado.
  2. Mudança de apetite e no ciclo do sono: outras alterações importantes a serem analisadas referem-se ao apetite e ao sono. Tanto o aumento quanto a diminuição em ambos os casos (comer compulsivamente, dormir muito ou perder a fome, ficar insone) merecem atenção.
  3. Mau-humor constante não é traço de personalidade: assim como desânimo e insatisfação generalizados, o mau-humor constante não pode ser pensado como algo normal. Ninguém É assim… Fique atento!
  4. Nem todo caso de depressão precisa ser medicado: além de um tempo específico para a recuperação, cada pessoa percorrerá um caminho próprio  no tratamento da depressão e nem sempre será necessário recorrer a medicamentos. A hipnoterapia é um destes caminhos alternativos, mas, independente do tipo de tratamento, é preciso muita paciência e persistência!
  5. Jovens e crianças também sofrem de depressão: transtorno de humor não tem idade. Fique atento ao comportamento de suas crianças e jovens também, pois estes podem estar enfrentando um grande sofrimento e precisando de ajuda.

Sempre que estiver com dúvidas sobre o assunto, consulte um profissional, converse com alguém e não espere a situação agravar, nem sinta vergonha por isso. Todo sofrimento merece atenção e cuidado!

Rafael Baltresca

Trabalha como palestrante desde 2001 e com hipnose desde 2007. É um apaixonado pela arte de hipnotizar e um dia ainda vai te fazer dormir...

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